Random.

1- A disposição incrível do Mateus para ser uma criança melhor a cada dia que passa. Melhor irmão do mundo é apelido.

2- Meu Deus, eu realmente posso me acostumar a ir pra praia, voltar pro ar condicionado, ir pra praia e voltar, ir pra praia e… Bom, anota aí, Deus. 

3- O que seria de mim sem meus amigos? Sério, só não me desfaço do whatsapp por vocês e por nossas infindáveis conversas. 

4- Descobri que adoro salada. Mentira. Entretanto, é meu novo pensamento para PARAR de passar mal em 2014. 

5- Vou entrar em algum lugar para me libertar do sedentarismo, tô realmente precisando ganhar uma massa muscular. 

6- Minha irmã tem sido a melhor amiga do universo.

7- Saudade do meu bichinho.

8- Aplicativo engraçado.

9- Minha avó parece melhor. E de fato, eu também. Leoninos, melhores quando a gente não fica cercando. 

10- Tô achando super engraçado escrever tanta ficção por aqui. Tão bom ficção amorosa dramática quando ela não passa nem perto de ser minha.

11- Uhul, preciso ir caminhar na praia com a minha prima… 

Que

cha

to

né?

12- Vida linda!

PS:

13- Não, para, cansei desse número.

14- Só queria dizer que quando a gente decide que a nossa vida vai ser tal coisa, ela se transforma mesmo. Incrível, mas agradeço ao poder da mente, da alma, da sutileza… E o do “ficar esperto”.  Sei lá, tô muito mais zen do que eu de fato sou. Entretanto, que continue. Obrigada, obrigada, obrigada, vida! Continue linda, continue sendo linda pros que eu amo e pros que eu não amo também. E me livra dessa gastrite. 

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Minha monalisa.

Tinha olhos tristes, um coração e uns trocados no bolso. Mais de 15 anos, menos de 20. Carregava fardos inimagináveis que disfarçava em sorrisos ensaiados com fervor. Era profunda. Pergunto-me o que sonhava, ou se ousava tentar. O que pediria? O que carregava em sua alma? Um narrador observador é quase sempre alguém frustrado, pois detalha com perfeição um ser que jamais conseguirá tocar como deseja. Todavia, me obrigo a aceitar que tudo tem um motivo. Se me fizesse onisciente, a doce menina perderia seu esplendor e seria apenas mais uma personagem que é misteriosa para quase todos. Ah! Palavra sem graça, sem cor! Palavra estraga prazeres! Eu sempre evitei todos os “quase” que poderiam aparecer pelo caminho, então, garota, continue indecifrável. Sentada, sorrindo, vivendo e cantando. Não se esqueça de viver, e nem de deixar seus sonhos acima da realidade. Não se afogue, não se solte, acredite. Qual é a graça de tocar uma música sem sentir cada verso, cada mudança de tom? Qual o sentido de caminhar por cima dos carros e não tirar o sapato? Sentir-se livre, sim, de todos e de tudo. Não precisa se adaptar, não enquanto não estiver pronta. Feche os olhos durante sua primeira queda, mas não perca a oportunidade de observar tudo, em uma próxima vez. Sim, tudo tem uma segunda vez, mesmo as coisas ruins. Pode não ser você, chame de versão 2.0, 2.1, mas acontecerá novamente, então trate de aprender a lidar de forma diferente para fugir de uma terceira. Ouça músicas e saiba que na vida você não precisa ter somente uma. O botão “repeat” só vai ser pressionado com a sua permissão. A mesma coisa com os amores. Tenho raiva de quem ditou os corações como escravos da certeza de amar uma vez, tornando todos os outros envolvimentos simples histórias de livros infantis. Cada pessoa que acrescentou algo, com beijos ou não, pode e deve ser lembrada na lista do amor. Você é livre o suficiente para se entregar quantas vezes quiser, mas cuidado para não derrubar o pote inteiro de disposição, fé e criatividade na primeira esquina em que se jogar. Vá em paz. Como eu costumo pensar, ditar, aconselhar… Faça tudo no ritmo em que seu coração bate ao ler essas palavras. Calmo, suave, livre. Eu detesto usar a palavra “liberto”, mesmo ela me atingindo os pensamentos em alguns momentos, pois creio que nascemos livres. O livre arbítrio nunca me soou uma mentira. Você pode ser o que e quando quiser, basta descobrir isso. Basta… Achar dentro de você a força, se realmente tiver vontade. Alguns estudiosos suspirariam ao ler essas palavras, mas eu os desafio. Assim como desafio nossa inspiração da noite, a corajosa menina do sorriso treinado. Se libertem desses pensamentos de que isso é impossível. A vida não faz o mínimo sentido sem superação, sem sairmos de nossa zona de conforto, sem tentarmos e sermos desafiados. Cada um com seu máximo, mínimo, cada um com seu ritmo. Vivam, mesmo que achem essa possibilidade um mito inventado. Isso, é a única coisa que vocês só poderão fazer uma vez.

Veja bem, meu bem.

Pessoas mudam. Eu chego calmamente a tal conclusão, entre um suspiro e outro, ao observar do geral para o particular, ou vice versa, mas sinto um aperto especial no peito que me mantém acordada durante essa madrugada. Por que as mudanças não podem permanecer nas adjacências da essência de cada um? Por que alguns tem a incrível capacidade de ir da água para o vinho, da vodka para o suco de uva e do preto para o branco? Isso dói. A dor não tem a ver com o egoísmo de estar em um comodismo na relação, mas com a decepção que a imprevisibilidade nos traz quando nos frustramos com as atitudes, o novo perfume vulgar, as necessidades – agora pessoais- que antes eram tão criticadas em terceiros. Somos metamorfoses ambulantes, mas me retiro da nuvem que é conduzida para um céu cujo a textura é seca e nada parecida com a que nos cobre diariamente. Prefiro voar, livre, do que estar cega pela falsa regra de que toda mudança é intensa o suficiente para ser negativa. 

Passos curtos, passos longos, isso não importa, mas o tal ritmo é primordial. Minha dica, mais honesta e boba possível, é que vocês fechem seus olhos e sintam. Mudem! Sim! A vida é feita para isso. Entretanto, com os olhos fechados, sintam as batidas de seus corações. Estão capturando o ritmo ditado durante a leitura? Calmo, quase sábio, exatamente o que nós precisamos. Ele é o parâmetro para transformações a partir de hoje, então, atentem e sejam caprichosos em suas vistas. Água para o vinho em dois minutos? Desde quando isso vale a pena? Mesmo que você seja a pior pessoa do mundo, o sentido da vida não está em ser a melhor, e sim aproveitar todos os segundos durante sua transformação. É nela que você vai conhecer pessoas maravilhosas, ter madrugadas e navegar dentro da experiência que é estar vivo exatamente pelo fato de pensar. A vida só vai valer a pena se você souber a diferença entre alguém que curta cada segundo e alguém que corta cada segundo. A humilde dica é: não tem nada a ver com letras.

Depois disso, até me deu vontade de fazer de novo o Enem. Enem que a vaca tussa.

Não somos perfeitos. Vivemos de dias ruins e outros, em que a felicidade – os tais dos suspiros e sorrisos – surge e não cessa. Meu grande defeito é querer ficar leve, livre e solta sempre, desconsiderando, com isso, que sou humana e mereço meus momentos mais difíceis. Mereço ficar de mal com o mundo e não me julgar internamente por isso. Mereço ter um lado feio e não ignorá-lo. Esse século e seus “avanços” fizeram uma baita maldade com a gente, perceba, porque nos acostumamos a pensar que essas cores mais escuras e densas são somente nossas e por isso causam tanta estranheza.

Afinal, o que nós vemos em todas as aparições virtuais de nossos conhecidos? Amarelo, rosa, vermelho, roxo… O verde musgo não aparece nem que a vaca tussa. Até mesmo o catarro da vaca é um lilás bem feliz. A realidade não é essa, meu caro. E me soa até bobeira ter que comentar, mas tanta gente parece realmente não saber que sinto-me confusa. Até quando nos esqueceremos que somos únicos, sim, mas não tanto? Há um grande conjunto interseção, lá estão todas as cores dispostas das mais variadas formas. Existe, sem dúvida, uma cópia até mesmo daquele seu lápis prateado-triangular-maravilhoso-com-borracha-na-ponta.

Sendo assim, vim atestar que não sou perfeita e me lembrar disso. Deixo as roupas jogadas pelo quarto, grito com as pessoas erradas e sinto um mau humor terrível quando fico inquieta. Toco violão mesmo sabendo que o vizinho pode reclamar, não suporto a prisão em que me noto as vezes e sei que sou culpada por todos os pensamentos negativos que minha membrana mental deixa passar. Meu verde musgo me faz imperfeita, mas eu juro que tento melhorar. Juro que tento reservar esses dias para os de estresse mais profundo. Tento sentir-me dessa forma apenas quando é isso ou um buraco ainda mais embaixo.

Sim, porque mesmo sendo da nossa natureza, a vida é tão curta que acaba sendo uma desvantagem deixar o arco íris ficar tão escuro. A claridade te faz enxergar melhor, então, as cores mais suaves te ajudam a ver detalhes que o musgo jamais te permitiria. Queira ver os detalhes. Não tem a mínima graça passar e não perceber os sorrisos, os olhares e as gentilezas. Não tem a mínima graça não ouvir as risadas mais sinceras e os suspiros inesperados.

Faz parte de não ser perfeita o tal do “tentar melhorar”. É impossível chegar lá, mas por que não tentar o seu máximo? A vida é como uma prova do ENEM. Acerte tudo e não tirará mil, mas que beleza é essa de gabaritar, hein? Atesto então, que hoje foi um dia complicado. O musgo ganhou, mas já começo sentir a claridade da nova manhã – junto com um rosa bebê e um amarelo girassol – me mostrando que pelo menos um texto novo eu já fiz. Um detalhe por passo, um passo por vez,  não só dessa vez.

22 vezes você.

A grande impressão que tenho, nesses invernos dentro das minhas madrugadas, é que me falta um componente. Ou, pelo menos, que passei a vida inteira buscando tal coisa que nunca soube identificar.

Apesar dos pesares, faço reflexões em cima de pequenas premissas e vejo os minutos passarem. É mais claro, talvez pelo silêncio, que não preciso de um psicólogo para viver mais calma, mas de momentos assim. Entender-me é tarefa para alguém que queira, já me abstive disso faz tempo. Entretanto, é bom conviver comigo mesma. É reconfortante perceber que posso fazer um drama enorme, achar que me perco em cada esquina que passo todos os dias, mas perceber-me inteira e até mesmo transbordante disso que chamam de essência. Contraditório, eu sei, a possibilidade de estar cheia e ao mesmo tempo sentir uma ausência peculiar.

Nessas horas, entendo a complexidade do ser humano ou até mesmo o sentido de vivermos uma jornada. Se eu estivesse completa, qual seria o sentido de viver mais um ano? O tédio predominaria de forma a tornar-me vazia – corroendo sem cessar – ou até mesmo morta. Entretanto, se estou em busca de um amadurecimento, de uma luz no fim do túnel, tudo se estabiliza de forma mais interessante. Afinal, agora posso pintar que esse sentimento de satisfação pessoal é na verdade estar preparada para a próxima fase. Sim, a essência transborda, mas isso só significa que precisarei de cada milímetro para o nível que me espera. A ausência tem validade. Sinceramente, não me aborrecerei se esse momento for postergado pelo universo, mas antes tarde do que nunca. Afinal, que agonia! Que agonia, mexer em revistas, olhar para o celular, caminhar pela rua, abraçar minha mãe, respirar fundo – e corretamente como ensinam por aí -, lavar as mãos, abrir o notebook, comentar alguma baboseira no twitter e no final de tudo… Cri, cri, cri, ainda sentir um espacinho faltando. Não, não é a tal da falta, não é depressão, não é dor, não é amor não correspondido, é algo mais individual e ao mesmo tempo universal. É viver. É aprender. (Hakuna Matata)

 

Quarta feira, ainda?

Trilha sonora.

Sinceramente, a loucura de ser humano as vezes nos pega de surpresa. Por mais acostumada que eu esteja com idas e vindas de bom humor, esperança e ansiedade, essa semana foi uma completa montanha russa e nós só estamos na quarta feira. Queria dizer que sei o que estou fazendo, ou pelo menos que minha cabeça está em ordem, mas não. Respostas, eu não as terei tão cedo. Entretanto, que tal aprender a lidar com a vida sem controlar tudo e todos? Esse sussurro foi mais forte que um grito. Não posso me comportar como uma criança que não tem o que quer e perder tudo, até mesmo o que já tinha, só porque não recebo um raio de sol esclarecedor. 

Diante de tudo… Resta-me apenas um pensamento que tive durante minha volta para casa:

Pareço boazinha. Pareço alguém que não tem muito mais o que fazer. Entretanto, sinto-me justamente o inverso. Sinto-me alguém que tem o mundo nas costas e que muitas vezes não merece nem mesmo o ar que respira. Eu não sou perfeita, nem almejo ser, então isso pode explicar o motivo de ter me sentido tão sufocada com admirações e expectativas acumuladas durante esse ano. A prisão em que me encontro é mais forte que a última, talvez seja eterna. Sinto-me submersa em uma mesmice que beira o que eu sou, o que vocês são e o que eu quero ser. Onde é que está o sentido, o botão pause ou até mesmo o restart?

E então, voltei à mim e refleti sobre o motorista que estava cantarolando “wish you were here”.

Pernas cansadas, movimentos mecânicos, suor rotineiro. Olhar cansado, porém otimista. Um aceno com a cabeça diz tudo, ele não está ali. Quem sabe o que é dentro de sua própria cabeça? Quem sabe de quem sente falta quando canta a música mais famosa do Pink Floyd? Seria dele mesmo? Seria de sua cama, mil vezes mais macia do que o volante que agora – entre sinais vermelhos – serve de travesseiro? Seria de sua mulher? Sua amante? Ou, ele nem ao mesmo sabe o significado das palavras que balbucia? Um motorista com cabelos brancos, mãos cheias de calos, braços fortes. Só mais um homem sentindo falta de algo. Só mais um algo sentindo falta de um homem. Só mais um homem algo sentindo.