Minha maior desilusão nos últimos tempos foi me descobrir com tanta dificuldade de escrever. Eu sei formar frases, sei a ortografia correta de cada palavra, sei pensar. E ao mesmo tempo, aqui me encontro, sem saber como começar o bendito artigo. A garota que era viciada em dividir todos os sentimentos possíveis em seus blogs está com raízes secas.

Ultimamente eu tenho me sentido péssima comigo mesma. Errada na hora de falar, errada na hora de amar, errada na hora de expor minhas ideias mais complexas, errada na hora de sonhar, errada.

Errada.

Essa é a sensação de você destoar tanto da pessoa que você mais ama. Ou você se enche de insatisfação porque acha que os erros são dela, ou você murcha ao constatar que os erros são seus. Eu sei, isso é completamente errado. Mas num relacionamento todos os mínimos passos contam e não podem ser precipitados, por mais que a minha natureza seja exatamente essa: imprevisível.

Eu quero puxar a conversa, quero mesmo. Mas qual? Não tem nada que ele possa fazer. Eu que estou sofrendo por me sentir tão errada, ele diria nesse mesmo segundo que eu não preciso, que ele não acha nada disso, que isso e aquilo e tal e coisa. Improdutividade, essa é a consequência de não ter certeza sobre o que sente.

Ou seja, por mais que eu tente expressar meus sentimentos… Se for uma mera tentativa, ele só vai tentar fazer eu me sentir melhor com frases genéricas e fim.

Eu preciso acreditar em mim de novo, preciso acreditar que eu não sou errada, que a vida é leve, que crescer faz parte e nem sempre é indolor, mas com certeza há um sentimento bom me esperando no final do túnel. Que ninguém é perfeito, que ele não espera perfeição e nem deveria esperar.

Eu só quero ter confiança de novo, sabe? E nisso, infelizmente, ele não pode me ajudar. Nos últimos tempos eu só tenho sentido isso, inclusive. Dificuldade nas coisas que preciso superar e aprimorar sozinha. Seja a confiança emocional, a confiança profissional, a confiança pessoal…

Eu preciso acreditar no meu taco e ter espaço para isso. Ter espaço para acreditar, mesmo que aqui dentro só tenha uma auto-crítica fudida, um pavor de errar de novo e a nostalgia de ser a garota mais inspirada que já conheci.

Saudades…

Bom, tomara que amanhã as coisas tomem um novo rumo. E hoje… Preciso terminar a bosta do artigo. Amém.

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