Desabafo.

Não reclamar, não pensar demais, ser grata, compreender e aceitar. Estar disposta, confiar, sorrir mais. Exigir menos, falar sem farpas. Parece mantra, mas é o que eu preciso fazer para realmente ser feliz, realmente fazer os outros felizes. Ah, esqueci um ponto essencial. Se as outras pessoas fizerem algo por você, você deve ser grato e não achar que “elas poderiam ter feito mais” ou que elas tem qualquer tipo de obrigação em fazer algo.

Eu não tenho a menor, a menor, ideia de como amadurecer tanto em tão pouco tempo. A cada dia que passa parece que meu tempo acaba um pouco mais. A cada dia que passa eu luto com todos os meus centímetros: preciso-ser-mais-forte. Preciso lutar contra todos os meus defeitos, meu jeito mimado, minha ideia de que se eu dou o mundo pelos que eu amo, eles também devem fazer isso. A vida não é assim, sabe? Não é mesmo. Ou você dá o mundo porque você quer, porque é o seu jeito, porque é a forma que você decide viver, ou você não faz. Não se pode dar nada “esperando” receber algo. Perde-se a nobreza, a lógica, o amor. Torna-se egoísmo.

Eu não quero ser egoísta, quero poder dar paz aos que convivem comigo, aos que me amam.

Nos últimos tempos, sinto que tenho exigido demais por medo de perde-los. Mas eu perco mesmo assim. Me perco mesmo assim. E não importa quem você namora, quem você decide ser amigo, não importa quem te vê, o amadurecimento bate na sua porta cedo ou tarde, e eu só quero acreditar que é possível. É possível não ser a pessoa que só reclama, que acaba atraindo centenas de doenças porque não consegue ser grata, que só exige e exige, ao invés de entender as limitações alheias.

Não que eu seja tão terrível assim, eu não sou. Convivo com pessoas que realmente reclamam e vivem deprimidas todos os dias, não é isso que acontece aqui dentro. Eu só sou mimada e para um bom leitor de futuro, uma casquinha já é o suficiente. Não quero que a vida me amargue, me transforme em alguém sem nobreza, sem pureza, sem amor. Eu quero evoluir, agora, para ter um futuro melhor. Não quero ser um peso. Quero acrescentar.

Preciso ser mais compreensiva. Preciso ser mais leve. Grata. Aceitar mais.

O que me bate a dúvida no dia 16/07/2017 é: eu vou conseguir?

Eu tenho essa capacidade?

Espero que sim.

Seria bem triste não ser capaz de correr atrás da minha própria felicidade, do meu próprio bem estar.

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