9 meses.

São nove meses…

Do primeiro, guardo a novidade. A falta de jeito, o medo de te assustar, a vontade de te conhecer. Do segundo, a surpreendente continuação das novidades. Menos falta de jeito, menos sustos, mais curiosidades e mais prazer em te descobrir. Já no terceiro, a vontade de te fazer tão feliz quanto você me fazia na época, eu nunca tinha sorriso com tanta frequência, sendo assim eu só conseguia pensar em como precisava conseguir arrancar suspiros e risadas de você. No quarto, o medo chegou à cavalo. Rápido, com gosto de clichê e com força. Eu só não queria nenhuma crise dos quatro meses. Só isso. Aí você me mostrou como a única coisa importante era o nosso amor, de novo, e o medo se dissipou naquela alegria toda de termos superado nossas metas internas. Como é que pode? Eu, você, mais de três meses e ainda contando! Os cinco seguiram a tradição: devidamente comemorados e especiais. Cada dia do seu lado é um presente divino e eu não poderia me portar diferente.

Suspirei aqui e soltei uma lágrima.

Cada segundo do seu lado é um presente que deram pra garota que menos merecia, como uma entrega natalina errada pra criança que não merecia, mas que eu valorizo hoje e pra sempre, porque sem isso eu ainda seria só… metade. Metade, mesmo inteira.

Aos seis, a gente sorriu lindamente um pro outro, suspirou e pensou – aliás, eu pensei -: “é, eu quero isso pra sempre e mais dois meses”. Afinal, lá estávamos nós completando metade de um ano e meu coração tremia aqui no peito de tanta empolgação. Checando os sentimentos lá daquela época: eu só conseguia encontrar vontade de te fazer feliz, curiosidades sobre a sua personalidade-caixa-de-bombom e uma paz enorme de saber que, do seu lado, eu podia me sentir segura.

O sinônimo de aconchego muitas vezes é o seu abraço, sabia? Só não digo todas, porque as vezes não dá pra te abraçar na hora e aí só de ouvir a sua voz me dando boa noite já me vem uma tranquilidade mais do que boa.

Nos sete, a gente aproveitou da melhor maneira possível e rimos muito, nos divertimos e conhecemos lugares novos. Dentro e fora da gente. Foi ali que eu vi que independente do conforto, dos planos, do quão insegura eu me sentisse por ser eu mesma, você ia me amar mesmo assim. Mesmo que nós não sejamos idênticos, mesmo que eu seja muito mais limitada em alguns pontos do que você e vice-versa, eu enxerguei que não tem amor que não baste. Não tem amor que não seja o suficiente, mesmo diante das impossibilidades. Tenho medo de mar, você tem de altura, e vamos indo, apesar dos nossos medos e etc. As peças de um quebra-cabeça não podem ser iguais, senão não se encaixam.

Por sinal, minha maior felicidade é poder dizer que eu sou toda errada, toda chata, toda nervosinha e fã dos direitos humanos, mas de alguma forma eu encaixo certinho em você, com todos os seus defeitos e qualidades. Com você, eu aprendi que não existe defeito, existe pontinha que a gente apara. Existe diferenças que a gente passa a valorizar. Afinal, se o mundo fosse todinho igual… Nossa, que insuportável.

Nos oito meses, ou seja, exatamente há um mês atrás, a gente se irritou com buraco, se aguentou com dor e se amou, mais uma vez, suportando todas as dificuldades pela qualidade sem igual da nossa felicidade. Porque contigo, meu riso é mais solto, mais livre. Ao olhar nos seus olhos, eu me vejo como uma pessoa melhor, a que tenta se aprimorar pra um dia conseguir te fazer plenamente feliz, aliás, pra nunca te fazer infeliz. A gente é novo, sim, mas eu olho pra isso e penso: que sorte. Eu odiaria gastar minha juventude com qualquer coisa ou pessoa que não fosse você. Porque do seu lado eu posso ser intensamente a qualquer momento. Seja chata, seja engraçada, seja maluca ou certinha. Eu posso simplesmente ser. E hoje em dia, ahhh, hoje em dia… A gente olha pro lado e vê tanto impedimento. Tanto “não”, tanto silêncio.

Mas ó, aí uma coisa bacana: até o nosso silêncio eu acho bonitinho. Não é aquele mudo que deixa qualquer um surdo. É um silêncio de paz, de tranquilidade, de saber que a vida é uma correria só, mas dá pra abrir mão de se exigir uns momentinhos e aproveitar a calma que vem da alma quando a gente tá um do ladinho do outro.

Nesses nove meses, eu só quero dizer: obrigada. Porque tudo. Eu não teria sido a Raquel de 2015 sem você, e todo mundo sabe – e fala – isso. Obrigada por ser o empurrãozinho pra eu ser cada dia mais eu, e menos o que eu achava que era pra eu ser. Obrigada por me fazer sentir segura. Essa sensação eu não vou esquecer, nem deixar escapar, nunca. A gratidão que me vem cada vez que eu olho nossas fotos e vídeos é tão intensa que eu sinceramente nem consigo expressar. Você mudou a minha vida, e cá entre nós, tudo ficou muito mais bonito desde que você chegou.

Ahh, e tudo continua, viu? O sentimento de curiosidade, vontade de fazer feliz e a paz. A nossa paz.

Eu te amo!

Feliz 9 meses, 9inho!

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