Nós: modo de usar.

Permita-me não conhecer a sua ausência, e nem mesmo em um milhão de anos entender os que disseram asneiras sobre a juventude e amor não combinarem. Voemos! Sempre mais alto, sempre com mais intensidade, sem medo da queda ou do que iremos encontrar. Dragões, pássaros, nuvens, verdades? Que exploremos o infinito das coisas finitas, provando que dá pra viver em um molde que não esteja viciado em tristeza, trabalho ou idealizações. Não sejamos limitados por nossas heranças ruins, e sim inspirados a nos libertar delas, com amor e sabedoria.

Continue roubando ao jogar cartas, prometo continuar perdendo e nunca, nem por um segundo, ficar brava contigo por isso. Em troca, preciso que assine o contrato na parte em que diz aturar minhas crises impacientes diante de deliverys e injustiças. Que a minha sede de justiça sempre te atraia, e não repila, assim como sua sensibilidade se mantenha como minha aliada, nunca inimiga. Se eu puder acrescentar algo inusitado, peço mais coragem. Seja para romper o silêncio em momentos difíceis, como pra aguentar minha tagarelice sem sentido quando tudo parecer incoerente aos seus olhos. Se eu fui entendida um dia pelo seu coração, a capacidade já está em você, basta  usarmos a chave perfeita para encontra-la: permanecermos juntos. Não só de presença, mas de alma. Não só de alma, mas de sonhos. Que, ao fechar os olhos, enxerguemos sempre a mesma constelação. O cruzeiro do sul, as três marias, a andrômeda, qualquer uma, contanto que nunca fiquemos cegos para as maravilhas que o universo nos reserva.

Você é vida, vivo, sorriso e surpresa. Nós somos sonhos e propósitos. Ilimitados e eternos.

Que nós nunca esqueçamos de recomeçarmos antes do fim, e sempre estejamos dispostos a encontrar luz dentro do outro, mesmo que as esperanças sejam escassas ou a fé esteja abalada. O amor sempre vence e sempre venceu, desde o primeiro dia. Afinal, foi o calor dele que nos atraiu ao segundo, terceiro e quarto encontro. Depois de um primeiro beijo atrapalhado, das pressões externas e internas acalentarem as dúvidas, das cicatrizes anteriores lembrarem o risco da frustração, cá estamos nós: juntos. Vencemos, e a cada dia temos uma nova vitória. Seja pelo “banoiti”, seja pelas torradinhas oferecidas pelo Whatsapp. E claro, não há como deixar de pedir: tente me perdoar sempre, porque de mágoas a gente não se recupera nunca, e sejamos sinceros: pra que afetar nossa evolução diária com traços tão ruins e definitivos? Não há creme rejuvenescedor que resolva.

Em meu coração, peço antes de dormir que a juventude seja sempre nossa marca, mas não o vício em eletrônica e “nights doidonas”, mas a vontade de viver o hoje como se não houvesse amanhã, sem medos e receios. Viajar, se aventurar, chorar, rir, amar e acima de tudo: sonhar. Que os nossos sonhos permaneçam intocados, abençoados e maravilhosamente prontos para serem colocados em prática. Afinal, viver platonicamente para quem ama de forma tão recíproca soa um baita desperdício!

Eu sou grata, e espero que você também lembre de ser. A gratidão é o que nos move para frente, para cima, e de vento em popa. Agradecer por nós dois, por você, e até pelo trânsito que nos fez viver mais capítulos para o nosso livro, eu sinceramente agradeço. O maior erro dos idealizadores é nunca terem plena consciência de sua própria situação, tornando-se cegos e invejosos, mesmo quando estão muito melhor do que sonham. Bom, eu admito que um dos meus maiores erros era nunca ter uma visão verdadeira sobre o que eu era e o que eu tinha, mas depois de alguns anos sem entender, cá estou, admirando e agradecendo por tudo que conquistei e me foi dado pela vida. Até mesmo essa curiosidade que me faz perder alguns minutos lendo sobre surfistas e religiões do interior da Alemanha. Sem ela, eu não teria você e sem você, eu não teria nós.

Que a gente sempre se tenha, se mantenha e se abstenha de tudo que for ruim, de tudo que for prática dos “idealizadores do século XXI”. Sonhemos, mas sejamos conscientes: o melhor do futuro é ser a consequência do hoje, da gente.

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