Nunca fui boa em fazer laços, então já era de se imaginar minha admiração por isso.

Tem uma coisa bonita na intimidade.
De toques impessoais, receosos e desinteressados, aos poucos a curiosidade e o tempo fazem com que nasça algo além do superficial. Não que eu tenha em mim a compreensão completa de como acontece, mas com um trabalho de observação e um pouco de sorte, notei os gestos carinhosos se aprimorando. De um sorriso tímido, avançamos para um olhar mais demorado acompanhado daquele toque leve, porém ainda envergonhado, que se mostra cada vez mais frequente. A magia incrementa cada segundo que é vivido, trazendo consigo abraços mais verdadeiros e um olhar mais interessado; a confiança é claramente exposta em cada novo comentário, em cada risada bem dada, mas isso não é tudo. Aliás, até é, mas só quando visualizamos que existem vários tipos de intimidade.
O tempo pode remeter a uma, assim como, se acoplado à magia, fazer menção à outra totalmente diferente.
A inspiração que me trouxe aqui foi um terceiro tipo. É a espécie mais especial, menos comum, é aquela que precisa de algo a mais. Ela não surge por um mero recorte temporal e definitivamente não tem a ver com a luz da lua iluminando a praia naquela primeira noite. O elemento x que faz dela tão anormal é a pré-destinação. Chamem-me de inocente, louca, irracional… Eu aceito, afinal, sempre fui de acreditar em coisas que a maioria ignorava ou excluía. Entretanto, continuo defendendo e atentando-os para a minha teoria de que, com algumas pessoas, temos uma química que se mostra muito mais profunda do que algo nascido de um mero acaso ou costume.
Sabe, você sentir um arrepio só de fitar os olhos da pessoa, os toques se tornarem mais do que rotineiros – verdadeiramente naturais -, surgir uma certeza interna de que algo mais do que racional rege suas vidas na mesma sintonia?
Tem algo bonito nisso.
Os laços não são feitos, mas descobertos. Eles sempre estiveram ali. De uma outra dimensão, de uma outra vez, de um capítulo já escrito em algum canto. Vocês não apenas estão sendo, vocês eram – e são – para ser.

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