Sticky fingers.

E sempre que você se sentir um pouco abatido, sente-se e encha-se de todos que ama. Conversas de meia boca podem preencher vazios que nós nem imaginamos existir. Lá estava eu, na beira do não-saber de um sábado azul, quando optei por duas primas e três amigas divertidíssimas. O garçom, Moisés, serviu como assunto, assim como o passado recente. Aliás, tudo que não estava ali, transcendendo naquele momento, se tornou passado e daí tirei a leveza com a qual caminhei até a porta de casa. Apesar de bonito, intenso, tentador, o problema que te amola sempre pode se transformar em pó assim que você decidir a hora certa. Sério, as pessoas passam dias e dias encucadas e decididas a sofrer por vírgulas que, aos meus olhos, poderiam ser pontos finais e indícios de belos parágrafos diferentes.
O melhor de ter entendido que só quem te ama pode te roubar horas de sono é o fato de que esse grupo consegue ser menor do que a torcida do botafogo e, com isso, sobram noites descansadas e manhãs iluminadas para gerar mais e mais vontade de viver. Sentir-se abatido é tão normal quanto sentir-se feliz, o que muda é a cura. Felicidade, se cura com “A culpa é das estrelas” ou “A vida é bela”, já a tristeza… Essa, você já sabe: amigas, um garçom engraçado e um pouquinho de sorte na hora de lembrar que nossa vida é muito mais do que um problema, uma pessoa que não te ama ou um frapuccino sem chantilly. Aliás, não, se o seu frapuccino vier sem chantilly… Devolve e pede outro. Isso, ninguém vai conseguir compensar.

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