I’m going back to 505.

Eu não quero ser uma modelo de capa de revista, nem a menina metida que tem o hobbie de criticar a mídia e o mundo. Não quero ter que optar entre fazer o que eu amo e o que eu devo, não quero esquecer as palavras certas e jogar as erradas por não saber esperar. Eu não quero a confusão sobre o “ser ou não ser”, quando sinto que, a todo custo, deveríamos parar de fugir de nossas essências. Intrometo-me a acrescentar à lista a repulsão por entrar em generalizações, assim como fazê-las. Não tem nada a ver comigo, isso de se encher de coisas ruins e ficar xingando o mundo depois. Não gosto de ser atingida pela TPM, queria estar acima disso. E depois de repetir tanto “não”, eu admito com um sorriso fajuto: queria usar cada vez menos frases negativas, estar disponível para a vida e sentir que ela está disponível para mim. Reciprocidade, a famosa e bonita, a coisa mais perigosa que eu já tive a ambição de obter. Cansei de sentimentos unilaterais, seja por fulano, seja por ciclano, é só sentindo o gostinho de jogar pedras em uma janela permanentemente fechada que nós passamos a valorizar as que se abrem, seja cedo, seja tarde.