Counting Stars.

De tentar estar espiritualmente conectado e subordinado, eu entendo.
Em todos esses anos que se passaram desde que eu conheci a Deus e o que ele representava pro universo, ao menos uma vez por semestre eu me vi completamente determinada em uma segunda feira. Iria dar certo, eu conseguiria estar diante da vontade divina e, melhor do que isso, submetida a ela.
Entretanto, eu já adianto que esse gráfico está longe de obter uma constância significativa. Segunda a missão começava, terça se prolongava, quarta aguentava e na quinta, infelizmente, ia pela janela, junto com a minha paciência. Ironicamente, meu problema nunca foi manter religiosidades e tradições. Minha queda era relacionada às relações humanas e meus sentimentos. Aliás, o pronome possessivo se encaixou, mas o problema começava longe de mim. A minha sensibilidade quanto ao mundo pesava quando eu via a primeira pessoa fazendo besteira, ouvia a primeira grosseria, engolia hipocrisias rotineiras e não sabia como manter o Espírito Santo intocado/dominante aqui dentro.

Eu era atingida e o lado errado era sacudido, logo, a missão de ficar submetida a vontade divina era descartada em dois minutos. Afinal, Deus iria ter uma atitude amorosa, justa, mas mansa diante de qualquer coisa errada; eu, por outro lado, lá estava extremamente irritada e atiçando com verdades, diretas ou não, a vida dos que aos meus olhos mereciam. Em um jogo dos sete erros, vocês já acharam milhões nessa pequena atitude, porque é quase que óbvio que eu não sou ninguém para julgar, muito menos para aplicar a sentença.

De fato, não tem ser mais errante que o humano e é verdadeiramente ruim degustar essa verdade.

Eu tive vários momentos de confronto interno nessas tentativas de crescer e ser, finalmente, digna de ser dita cristã. Nunca fui muito corajosa, mas aprendi nessa caminhada que, irremediavelmente, aos que a coragem não é dada de nascença, ela é imposta no segundo nascimento.

Quando você decide ser cristão, você arrisca sua reputação, seu coração, sua alma e sua sanidade. Todos os seus limites são testados, toda a sua vida é reformada. Todavia, não sintam temor, mas ambição. Avisaram que seria difícil, jamais impossível.

Essa vida é uma ilusão e essa foi a lição mais forte que ganhei nos últimos dois anos. A única coisa que não perde o sentido diante de mortes, demissões, relacionamentos frustrados, dúvidas e abismos mentais, é o amor. E não adianta termos como referencia a Angelina Jolie,  o John Lennon ou nossa avó, o amor tem como fonte apenas um Ser. Como, me diga, como podemos desistir de algo que é a única coisa que cura o vazio que nos reprime ao chegarmos a conclusão de que nada que façamos nessa vida é significativo?

Não espero que você entenda, afinal, tudo leva tempo e algumas experiências. Na verdade, a real só cai à medida que largamos anestesias como televisão, rádio, internet. Vá para o meio de uma praia deserta e respire fundo, sinta a sua insignificância diante desse universo tão maravilhoso e, aí sim, releia o trecho. Porque, eu tenho certeza, assim que notamos que somos um grão de areia, o Amor é engrandecido. Então, repito, como desistir de algo pelo que vale cada suspiro?

Concluo que por mais infindável que pareça essa busca, ela é a única solução para a doença mais antiga de todas, que não tem nome, mas tem seus rastros por todas as florestas, ruas, metrôs, “famílias”, “amizades” e “pessoas”. Destruição, instabilidade, falta de comunicação, falta de sentido, falta de… Paz.

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